Pluralidades insulares

Entre março e julho de 2026, a Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (CCF) recebeu a exposição Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID. É a primeira vez que a coleção do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é reunida fora de sua sede, em Washington, nos Estados Unidos, em projeto […]

Entre março e julho de 2026, a Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp (CCF) recebeu a exposição Pluralidades insulares: arte latino-americana e caribenha no acervo do BID. É a primeira vez que a coleção do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é reunida fora de sua sede, em Washington, nos Estados Unidos, em projeto com a coordenação da Expomus.

São 157 obras dos 26 países mutuários do BID, incluindo nomes consagrados na região, como Tomie Ohtake (Brasil), Olga de Amaral (Colômbia), Benito Quinquela Martín (Argentina), Diego Rivera (México) e Fernando de Szyszlo (Peru). Também está presente uma geração mais jovem de artistas que conquistou reconhecimento internacional mais recentemente, como Kika Carvalho (Brasil), Ad Minoliti (Argentina), Rember Yahuarcani (Peru), Claudia Casarino (Paraguai) e Sheena Rose (Barbados).

Com quase 2.000 obras, sobretudo da América Latina e Caribe, a coleção de arte do BID se formou ao longo das quase sete décadas de história da instituição, por meio de aquisições e iniciativas institucionais. Na exposição montada em São Paulo, a presença brasileira, que inclui destaques como Victor Brecheret, é intencionalmente pontual. O objetivo foi apresentar ao público obras de países e artistas ainda menos conhecidos no país.

Sete seções temáticas organizam olhar: Territórios, Gentes, Geometrias, Abstrações, Religiosidade, Mulheres e História da coleção. Mais do que uma tentativa de espelhar a realidade, a coleção do BID revela a evolução da construção da imagem da região. É, sobretudo, um convite ao diálogo intergeracional e inter-regional.

Galeria

Arte Centro Cultural FIESP São Paulo